Decisão foi tomada para impedir que doentes cruzem fronteira; Guiné calcuta 367 mortes por causa da doença desde março

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A guiné anunciou o fechamento de suas fronteiras com a Serra leoa e com a Libéria neste sábado (9), em uma tentativa de conter a propagação do Ebola, vírus que já matou cerca de mil pessoas nos três países neste ano.

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Trabalhador de saúde liberiano usa equipamentos de proteção individual
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Trabalhador de saúde liberiano usa equipamentos de proteção individual


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Pelo menos 367 pessoas morreram na Guiné de Ebola desde março e outras 18 estão sendo tratadas no país em isolamento, mas a decisão foi tomada principalmente para evitar que pessoas infectadas cruzem as fronteiras, disseram autoridades.

"Nós fechamos preventivamente a fronteira entre Guiné e Serra Leoa principalmente por causa de todas as notícias que temos recebido de lá recentemente", disse a jornalistas o ministro da Saúde do país, Rémy Lamah, destacando que a Guiné também fechou suas fronteiras com a Libéria.

As medidas foram tomadas após consulta aos países vizinhos, disse o ministro de Cooperação Internacional, Moustapha Koutoub Sano.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse na sexta-feira que o Ebola representa uma emergência mundial e que pode continuar a se propagar durante meses.

A Nigéria tornou-se a terceira nação africana, depois de Serra Leoa e Libéria, a declarar emergência nacional na sexta-feira, enquanto os sistemas de saúde da região esforçam-se para lidar com o avanço de uma das doenças mais mortais conhecidas pelo homem.

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O médico texano que está recebendo tratamento contra o Ebola em Atlanta, nos Estados Unidos, depois de ser transferido do oeste da África, declarou em um comunicado na sexta-feira que está "cada dia mais forte".

O doutor Kent Brantly, de 33 anos, disse ter recebido o melhor cuidado possível dos especialistas em doenças infecciosas do Hospital da Universidade Emory, que também tratam de sua colega, Nancy Writebol, outra portadora do vírus mortal.

"Estou escrevendo esta atualização no isolamento", comunicou Brantly em sua primeira declaração pública desde que contraiu o Ebola. "Estou cada dia mais forte e agradeço a Deus por sua misericórdia enquanto luto com esta doença terrível".

Brantly chegou a Atlanta em um avião médico no sábado, enquanto Writebol, missionária de 59 anos, chegou terça-feira. Acredita-se que os dois são os primeiros pacientes do Ebola tratados nos Estados Unidos.

Os dois assistentes de saúde, que faziam parte de uma equipe conjunta na Libéria liderada pelos grupos de ajuda SIM USA e Samaritan's Purse, contraíram a febre hemorrágica enquanto auxiliavam a combater o pior surto da doença no mundo.

David, marido de Nancy, disse ao jornal Charlotte Observer nesta sexta-feira que sua mulher continua muito fraca. Por ter tido contato com ela depois que foi infectada, ele esperou os 21 dias de incubação na Libéria antes de voltar para casa.

“Disseram-me que ela está fazendo progresso", declarou David Writebol. “Acho que ainda é muito cedo para dizer como as coisas irão correr.”

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