Caixas estariam em "boas condições" e foram entregues mediante assinatura de documento de protocolo

Líder separatista sênior Aleksander Borodai, ao centro, entrega caixas-pretas do vôo mh17a Mohamed Sakri (dir.), do Conselho de Segurança Nacional da Malásia (21/07)
Maxim Zmeyev/Reuters/Newscom
Líder separatista sênior Aleksander Borodai, ao centro, entrega caixas-pretas do vôo mh17a Mohamed Sakri (dir.), do Conselho de Segurança Nacional da Malásia (21/07)

Rebeldes no leste da Ucrânia entregaram nas primeiras horas desta terça-feira (22, no horário local) as duas caixas-pretas do voo MH17, a especialistas da Malásia. O avião foi derrubado na última quinta-feira (17), quando ia de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, na Malásia.

Rebeldes pró-russos declaram ter controle das caixas pretas do avião da Malásia

A entrega, realizada na cidade ucraniana de Donetsk, ocorreu horas depois de o Conselho de Segurança da ONU ter exigido o acesso imediato de enviados internacionais à área da queda. A tragédia deixou 298 mortos.

"Aqui estão elas, as caixas-pretas", disse Aleksander Borodai, líder separatista sênior, em uma sala repleta de jornalistas na sede da autoproclamada República Popular de Donetsk, enquanto um rebelde armado colocava os objetos sobre a mesa. O coronel Mohamed Sakri, do Conselho de Segurança Nacional da Malásia, disse na reunião que as duas caixas-pretas estavam "em boas condições".

Os dois lados assinaram então um documento, que Borodai disse ser um protocolo para finalizar o procedimento.

Especialistas dizem que as caixas-pretas irão revelar a hora do acidente, altitude e posição exatos da aeronave, além de gravações do que foi dito na cabine, que podem dar pistas para a solução do caso. Espera-se que a entrega das caixas-pretas ajude a minimizar as incertezas sobre as causas e as consequências do acidente, que ocorreu em uma área crítica da fronteira com a Rússia.

Ucrânia e Rússia trocam acusações pela responsabilidade do acidente, enquanto a Holanda, país de origem da maioria das vítimas, chora pelos mortos do voo da Malaysia Airlines.

* Com Reuters e BBC Brasil

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