Relatório entregue à Fifa adverte para risco de mais violência em protestos

Por BBC |

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Protesto realizado em SP na última quinta-feira (19) foi o que "mais causou transtornos" desde o início da Copa, avalia relatório de inteligência da Fifa

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O protesto realizado em São Paulo na última quinta-feira (19) foi a manifestação "que mais causou transtornos" desde o início da Copa do Mundo, segundo um relatório interno de inteligência da Fifa ao qual a BBC Brasil teve acesso.

O documento, produzido por agentes de segurança privados contratados pela Fifa, diz também que o resultado do ato indicaria falhas no esquema de segurança local e afirma ainda que o episódio pode ser um sinal de que os próximos protestos podem se tornar violentos.

Ato do MPL dispersa e mascarados invadem e quebram loja de carros de luxo em São Paulo. Foto: André Lucas Almeida/Futura PressManifestantes colocam fogo em catracas cenográficas, de papelão, na Marginal Pinheiros, altura da Ponte Bernardo Goldfarb, durante ato contra a tarifa de transportes. Foto: Iran Giusti/iG São PauloManifestantes colocam fogo em catracas cenográficas, de papelão, na Marginal Pinheiros, altura da Ponte Bernardo Goldfarb, durante ato contra a tarifa de transportes. Foto: Iran Giusti/iG São PauloManifestantes colocam fogo em catracas cenográficas, de papelão, na Marginal Pinheiros, altura da Ponte Bernardo Goldfarb, durante ato contra a tarifa de transportes. Foto: Iran Giusti/iG São PauloManifestantes colocam fogo em catracas cenográficas, de papelão, na Marginal Pinheiros, altura da Ponte Bernardo Goldfarb, durante ato contra a tarifa de transportes. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloApós incidentes na Avenida Rebouças, grupo de manifestantes segue para Marginal Pinheiros. Foto: Iran Giusti/iG São PauloCentenas de manifestantes marcham em direção à av. Rebouças em protesto do MPL. Foto: Facebook MPLMPL retoma protesto para marcar um ano de redução da tarifa de ônibus em SP. Foto: J. Duran Machfee/Futura PressMPL retoma protesto para marcar um ano de redução da tarifa de ônibus em SP. Foto: J. Duran Machfee/Futura PressMPL reúne centenas em protesto que marca um ano da redução de tarifas em SP. Foto: Facebook MPLMPL retoma protesto para marcar um ano de redução da tarifa de ônibus em SP. Foto: J. Duran Machfee/Futura Press

Na ocasião do protesto citado, autoridades de São Paulo optaram pela estratégia de não enviar forças policiais para acompanhar a manifestação de perto. A Polícia Militar só entrou em ação no final da manifestação, quando mascarados vandalizaram concessionárias de veículos e bancos.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (20) que a estratégia será diferente nos próximos protestos. "A estratégia vai ser revista pela polícia e ela estará presente", disse em entrevista a veículos de imprensa no interior de São Paulo.

O protesto de quinta-feira começou pacífico na avenida Paulista no meio da tarde. Os manifestantes se deslocaram pela avenida Rebouças em direção à Marginal Pinheiros - duas vias importantes da cidade. No trajeto, houve uma série de discussões entre participantes.

Grupos de mascarados queriam vandalizar bancos e lojas, mas eram dissuadidos por outros integrantes. Eles gritavam que se estabelecimentos fossem atacados, a marcha seria interrompida pela polícia antes de chegar ao seu destino. Por outro lado, esses mesmos ativistas que lideravam o deslocamento também gritavam frases de apoio aos mascarados, adeptos da tática black blocs - conhecidos por promover atos de vandalismo.

Os manifestantes conseguiram chegar à Marginal Pinheiros e a bloquearam. O ato foi então encerrado. Porém, dezenas de mascarados começaram então a fazer barricadas e atacaram uma concessionária de carros, se dispersando após a chegada da polícia.

Ainda na quinta-feira (19), um porta-voz da Polícia Militar havia afirmado que o principal grupo organizador do protesto, o Movimento Passe Livre, havia pedido por meio de documento que a polícia não estivesse presente na manifestação. Eles teriam divulgado ainda o trajeto pretendido da marcha - procedimento que deixou de ser adotado por muitos grupos de manifestantes após os protestos de junho do ano passado. A Polícia Militar disse que havia dado um "voto de confiança" ao grupo e que teria sido traído.

A reportagem da BBC apurou que a opção da polícia de manter distância do protesto teria sido feita em parte porque o ato se realizava longe da Arena Corinthians, onde jogavam Inglaterra e Uruguai. Na semana passada, na abertura da Copa, a polícia usou a força para impedir que um grupo de manifestantes marchasse em direção ao estádio.

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