Manifestação contra a Copa começa tensa, mas termina sem confrontos em SP

Por Iran Giusti , de São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Um estudante de direito foi preso antes do início da marcha; segundo a polícia, ele se recusou a abrir o carro estacionado

Concentração da manifestação contra a Copa na Praça da Sé. Foto: Iran GiustiPonto de encontro do grupo, que tem uma página no Face e marca os eventos pelas redes sociais. Foto: Iran GiustiA bandeira gay também apareceu na manifestação . Foto: Iran GiustiCerca de 250 manifestantes se reuniram no centro de SP na tarde de sábado, 24 de maio. Foto: Iran GiustiA polícia estava a postos e bastante repressora. Foto: Iran GiustiO estudante de Direito Iranildo foi detido pela polícia. Foto: Iran Giusti/iG São Paulodepois de se recusar a abrir o veículo em que ele estava estacionado na Praça da Sé. Foto: Iran Giusti/iG São PauloEstudante de Direito, Iranildo foi detido pela polícia militar e levado de camburão. Foto: Iran GiustiA polícia não se afastou do local de encontro dos manifestantes. Foto: Iran GiustiA manifestação sai do centro e percorre a cidade na direção da avenida Liberdade. Foto: Iran GiustiA manifestação começa a caminhar pelo centro. Foto: Iran GiustiManifestação contra a Copa em marcha no centro da cidade. Foto: Iran GiustiA manifestação sai do centro e se dirige à avenida Liberdade e rua Vergueiro. Foto: Iran GiustiA manifestação percorre a avenida Vergueiro e vai em direção à Paulista. Foto: Iran Giusti

Após um começo tenso, com a prisão de um estudante de 21 anos, o 8º ato contra a Copa do Mundo em São Paulo, que reuniu cerca de 300 pessoas, terminou sem quebra-quebra neste sábado (24) na avenida Paulista. 

O clima de hostilidade do protesto anterior contra a Copa, organizado pelo grupo "Se Não Tiver Direitos, Não Vai Ter Copa", que terminou com vandalismo e prisões na rua da Consolação, no último dia 15, não se repetiu neste sábado. Ao final da marcha, na esquina com a Consolação, o coronel José Eduardo Bexiga chegou a parabenizar os manifestantes. "Foi maravilhosa. Vocês estão de parabéns", disse ele.

O ato começou na Praça da Sé por volta das 15h30, aos gritos de "Não vai ter Copa". A intenção do grupo "Contra a Copa 2014", que tem página no Facebook e combina suas ações pelas redes sociais, é  averiguar como foi gasto o dinheiro investido na organização do evento, entre outras exigências.

Partindo do centro da cidade, o protesto se deslocou pela avenida Liberdade, provocando susto nos comerciantes, que fechavam as lojas conforme o grupo se aproximava. De lá os manifestantes pegaram um trecho da rua Vergueiro e chegaram à avenida Paulista, que cruzaram sem problemas. A pista sentido Consolação foi totalmente interditada. 

Cerca de 400 policiais militares acompanharam a marcha. Em fila, os policiais se posicionaram dos dois lados das ruas por onde o protesto seguiu, formando um corredor por onde os manifestantes passaram. Po outro lado, assim como nos outros atos, os black blocs fizeram um cordão de isolamento que os manteve afastado dos policiais durante toda a marcha.

O ato terminou por volta das 19h20, na esquina das avenidas Paulista e Consolação, após a leitura de um texto em que os manifestantes reafirmaram que não sairão das ruas. Neste momento, alguns protestantes queimaram um álbum de figurinhas da Copa. 

Reprodução
A página no Facebook do movimento "Contra a Copa 2014"














Rap e prisão

O encontro começou com apresentação de um grupo de rap, mas logo ficou claro que o clima de festa não prevaleceria. O estudante de direito Iranildo, de quem nenhum dos presentes conhecia o sobrenome, foi preso e levado pela polícia ao 1º DP, na Liberdade. Iranlildo estava dentro de um veículo estacionado na Praça da Sé quando a polícia se aproximou dele e pediu que abrisse o carro. Como ele se recusou, a polícia o obrigou a sair do carro e entrar no camburão.

VEJA TAMBÉM: MARCHA DAS VADIAS REÚNE 300 NA AVENIDA PAULISTA

O também estudante de direito Igor Silva, de 21 anos, explicou a intenção dos grupos reunidos: "Queremos a abertura de uma CPI para investigar os gastos da Copa, cobrar melhoria nos sistemas sociais e demonstrar nosso apoio à greve dos motoristas de ônibus em São Paulo."


Iran Giusti
Detalhe dos manifestantes de rosto coberto e portando escudos improvisados

O clima não ajudou, mas mesmo com frio e chuva os participantes esperavam reunir 500 pessoas simpáticas à causa. E eles estavam prevendo problemas: a polícia chegou com a cavalaria e estava desde o início do agrupamento se mostrando disposta a usar a força para oprimir o movimento. "Nós vamos resistir o máximo que conseguirmos", disse Igor. Alguns manifestantes estavam com a cabeça coberta e outros portando escudos improvisados.

Entre os presentes, estavam membros do grupo Advogados Ativistas e o padre Júlio Lancelotti, da Pastoral da Rua. 



compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas