Separatistas pró-Rússia têm ocupado prédios oficiais em cidades do leste da Ucrânia nos últimos dias

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Ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, alertou os EUA
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Ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, alertou os EUA

12 Abr (Reuters) - A Rússia alertou os Estados Unidos neste sábado (12) que qualquer ação armada por parte das autoridades ucranianas no leste da Ucrânia frustraria esforços por uma solução diplomática para o conflito e colocaria em risco negociações de paz.

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O Ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, fez o alerta por telefonema ao Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, que mostrou preocupação com o fato da Rússia estar "incitando" conflitos no leste da Ucrânia, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em comunicado.

Separatistas pró-Rússia têm ocupado prédios oficiais em cidades do leste da Ucrânia nos últimos dias.

Lavrov disse que a Ucrânia está "demonstrando sua falta de capacidade de se responsabilizar pelo futuro do país".

Ele afirmou ainda que qualquer uso de força contra os separatistas russos no leste ucraniano irá "minar o potencial de cooperação... incluindo as negociações pela paz entre as quatro partes em Genebra" em 17 de abril entre Rússia, Ucrânia, Estados Unidos e União Europeia.

Por sua vez, a Casa Branca alertou a Rússia contra novas ações armadas na Ucrânia, afirmando que a situação lembra o que ocorreu recentemente na Crimeia.

"Estamos muito preocupados com a campanha combinada que vimos em andamento no leste da Ucrânia hoje por parte de separatistas pró-Rússia, aparentemente com o apoio da Rússia, que estão incitando a violência e a sabotagem e tentando minar e desestabilizar o Estado ucraniano", disse Laura Lucas Magnuson, uma porta-voz do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca.

"Vimos atividades semelhantes classificadas como 'de protesto' na Crimeia antes anexação feita pela Rússia", disse ela em comunicado.

"Pedimos que o presidente (Vladimir) Putin e seu governo interrompam todos os esforços para desestabilizar a Ucrânia, e alertamos novas intervenções militares", acrescentou.

Por Roberta Rampton e Conor Humphries.

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