Vereadores de São Paulo param votações para fazer campanha

A dez dias das eleições, Casa suspende votações e sessões extraordinárias. CPI para apurar causa dos incêndios em favelas já foi adiada cinco vezes

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A dez dias das eleições, a Câmara Municipal de São Paulo , a mais cara do Brasil, suspendeu as votações e sessões extraordinárias. Nenhuma proposta do Executivo ou de autoria dos parlamentares será discutida até o dia 10 de outubro. Gabinetes de lideranças partidárias, onde são lotados funcionários comissionados com salários de até R$ 15 mil mensais, estão de portas fechadas - boa parte desses assessores, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo , também está em campanha nas ruas e em escritórios políticos.

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A CPI para apurar a causa dos incêndios nas favelas da capital foi adiada nesta quarta-feira (26) pela quinta vez consecutiva por falta de quórum.

A missão dos vereadores paulistanos desta vez não é só tentar a reeleição. Com a disputa cada vez mais acirrada entre os candidatos José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) por uma vaga no segundo turno, parlamentares donos de redutos eleitorais nas periferias se tornaram um trunfo. Serra, por exemplo, tem pedido pessoalmente um esforço dos vereadores Milton Leite (DEM) e Antonio Carlos Rodrigues (PR) para pedirem votos nas ruas para ele em suas regiões no extremo da zona sul, tradicionalmente dominadas por petistas. Haddad, por sua vez, tem recorrido até a antigos cabos eleitorais do ex-prefeito Paulo Maluf - como o vereador Wadih Mutran (PP) - para tentar penetrar em redutos conservadores como o bairro da Vila Maria, na zona norte.

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"O vereador é mais próximo da população do que os próprios candidatos ao Executivo. Numa disputa como essa, entre Haddad e Serra, o corpo a corpo do parlamentar no bairro pode ser decisivo para ver quem vai ao segundo turno", afirma Roberto Trípoli (PV), ex-presidente do Legislativo e atual líder de governo.

"São só duas semanas de paralisação. Não dá para negar que está todo mundo com a cabeça na campanha", emenda o ex-tucano Juscelino Gadelha (PSB), que agora tem de pedir votos para Haddad. "Não é fácil. Boa parte da minha base é Serra", admite.

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