Barbosa diz que fará réplica ao voto de Lewandowski pela absolvição

Ao contrário do revisor, relator pediu a condenação de João Paulo Cunha, Marcos Valério e sócios nos contratos da Câmara dos Deputados

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O relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, anunciou logo após ao voto do revisor, Ricardo Lewandowski, que pretende fazer uma réplica sobre o voto do colega na próxima segunda-feira, quando o STF retomará o julgamento. Lewandowski já solicitou ao presidente do tribunal, Carlos Ayres Britto, o direito a uma eventual tréplica. Britto não concordou com o "direito" do revisor e os dois tiveram breve embate.

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Barbosa e Lewandowski já trocaram farpas durante o julgamento desde o primeiro dia. Nesta quarta, no início do voto, surpreendeu o grau de concordância do revisor com Barbosa, mas hoje Lewandowski confirmou que fará um "contraponto" ao relator e pediu a absolvição de João Paulo Cunha, Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz por supostas irregularidades em um contrato da Câmara. Barbosa defendeu a condenação de todos eles.

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Logo após o revisor concluir seu voto, Barbosa pediu a palavra e disse que gostaria de dar algumas explicações, mas que só o faria na próxima segunda-feira. Lewandowski reagiu e disse que gostaria de ter o direito de fazer uma tréplica. O presidente do STF interferiu dizendo não ser possível e encerrou o embate justificando que não é conveniente para o julgamento fazer um debate entre o relator e o revisor. Lewandowski manteve o protesto, mas o presidente do STF encerrou a sessão deixando o tema para a retomada do julgamento.

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