Rivais miram redutos de Russomanno em São Paulo

Tucanos e petistas argumentam que o eleitorado do candidato do PRB não está consolidado e apostam em queda após início do horário eleitoral; candidato divide a liderança com Serra

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Convencidos de que a candidatura de Celso Russomanno (PRB) a prefeito de São Paulo deve perder espaço a partir do início da campanha eleitoral na TV, seus rivais pretendem investir nas regiões da cidade em que o desempenho dele é melhor: os extremos das zonas sul e leste da capital.

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Celso Russomanno particpa de caminhada na Praça da Sé, no centro de São Paulo


O objetivo é conquistar a população que pode mudar seu voto no período de apresentação dos concorrentes na televisão. Os adversários de Russomanno atribuem seu bom desempenho na periferia - área que concentra eleitores petistas - ao desconhecimento sobre a candidatura de Fernando Haddad (PT).

A equipe de José Serra (PSDB), que divide a liderança das pesquisas de intenção de voto com Russomanno, pretende intensificar, a partir da próxima semana, suas atividades de campanha na zona leste. Aliados acreditam que podem capturar o eleitorado na região antes que os votos migrem para Haddad.

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A ação na periferia terá participação de líderes sindicais ligados à campanha de Serra, com foco nas obras inauguradas pelo tucano em suas administrações no município e no Estado. Tucanos e petistas acreditam que o eleitorado de Russomanno não está consolidado e que, com menos tempo na propaganda de TV, ele tende a cair nas pesquisas - o candidato do PRB terá 2min11 por bloco ante 7min39s de Serra e Haddad.

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Russomanno insiste em que sua candidatura não é um "voo de galinha". Ele e Serra apareceram empatados na pesquisa Ibope/TV Globo/Estado, divulgada na quinta-feira, com 26% das intenções de voto. O candidato do PRB tem vantagem nos extremos das zonas sul (26% ante 21% do tucano) e leste (32% ante 23%).

A campanha de Haddad, que tem 9% das intenções de voto, espera "herdar" a simpatia dos eleitores que hoje declaram voto em Russomanno. A equipe alega que seu bom desempenho está concentrado em áreas "lulistas", onde o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode beneficiar o ex-ministro.

Em evento de campanha na sexta-feira à tarde, o petista deu sinais de que pretende polarizar com Russomanno, que no dia anterior havia chamado seu programa de governo de "faraônico". "A pessoa (Russomanno) precisa conhecer um pouco de finanças públicas para entender o empreendimento. É só ter o domínio das finanças para ver que não tem nada de exagerado", disse.

Foco

Russomanno não quis analisar o desempenho dos adversários - em especial a subida de Haddad de 6% para 9%. "Eu não comento sobre outros candidatos. Cada um vai fazer sua campanha. Vou continuar andando pelas ruas, divulgando nosso trabalho", disse.

Soninha (PPS), que caiu de 7% para 5% na última pesquisa do Ibope, lamentou a falta de espaço destinada à sua campanha nos meios de comunicação. "A pesquisa influencia as pessoas. O eleitor receia que ele desperdice o voto", disse. Gabriel Chalita (PMDB), empatado em quarto lugar com 5%, disse apenas que o resultado da pesquisa "foi ótimo".

O candidato do PDT, Paulinho da Força, também com 5%, acredita que pode se destacar quando os eleitores ouvirem suas propostas. "A campanha está se iniciando e melhorou muito a minha relação com as pessoas", afirmou.

A sondagem do Ibope mostrou um cenário para o segundo turno em que Russomanno venceria Serra por 42% a 35% dos votos. O candidato do PSDB disse que o desempenho dos candidatos devem se consolidar a partir do início da propaganda eleitoral na TV, na terça-feira. 

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