Agente penitenciário atira em cão dentro de presídio no interior de São Paulo

Secretaria de Administração Penitenciária considera o fato "passível de punição severa"; cadela havia sido adotada por agentes da carceragem há seis meses

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Um agente penitenciário matou com um tiro uma cadela da raça rotweiller dentro do Complexo de Detenção Provisória, em Hortolândia, interior de São Paulo. O cão, apelidado de Negona, havia sido adotado pelos agentes da unidade há seis meses e vivia na área externa do presídio.

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Na manhã desta quinta-feira, sem motivo aparente, o agente Edson dos Santos Oliveira, que não poderia estar armado dentro da unidade, deixava o turno da madrugada, quando atirou contra o pescoço do animal. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial (DP) de Hortolândia como disparo de arma de fogo e maus tratos a animais.

A morte do cachorro revoltou os agentes que cuidavam no animal. Eles disseram que vão cobrar punições para o colega. A cadela tinha procriado no local recentemente e seus filhos foram doados há pouco mais de uma semana.

Representantes de entidades protetoras dos animais também estiveram na delegacia e disseram que vão cobrar providências contra a atitude do funcionário da unidade. A Secretaria e Administração Penitenciária informou que considera o fato "passível de punição severa". O órgão determinou que seja efetuada "rigorosa apuração" pela Corregedoria Administrativa do Sistema Penitenciário. O funcionário, que não foi encontrado para comentar o assunto, deverá ser transferido para outra unidade prisional.

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