Ministério Público denunciou nesta sexta-feira as empreiteiras ligadas ao ex-prefeito, suspeitas por desviar dinheiro público para contas no exterior

Agência Estado

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad , negou nesta sexta-feira, 13, que terá dificuldades em bancar a aliança formalizada no mês passado com o PP, do ex-deputado Paulo Maluf, mesmo depois de o Ministério Público ter movido uma ação contra empreiteiras ligadas ao ex-prefeito, suspeitas por desviar dinheiro público para contas no exterior.

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O ex-ministro classifica a questão como uma tentativa de estigmatizar um partido e de contestar um movimento natural, segundo ele, de manter os quadros de coalizão do plano nacional.

"Esse assunto sequer vem à tona. As pessoas compreendem isso, muito bem. O PP está na base do governo Lula desde 2004. Eu não vejo razão para estigmatizar um partido que está colaborando o governo federal", argumentou. No começo da semana, Haddad foi abordado por eleitor petista insatisfeito com a aliança.

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Segundo o ex-ministro, todas as providências necessárias para apreciar o caso foram tomadas na gestão de Marta Suplicy na Prefeitura, quando era chefe de gabinete da Secretaria de Finanças. Mas sinalizou ser a favor das investigações e se declarou a favor pela devolução do dinheiro à Prefeitura.

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"Se ficarem comprovadas as suspeitas, (o dinheiro desviado às contas de Maluf) é recurso de São Paulo", opinou. "Para todo político, com qualquer tipo de suspeita, tem que ser defendida a apuração, seja o Demóstenes Torres (sem partido), seja Marconi Perillo (PSDB-GO), seja quem for. Isso não tem nada a ver com aliança política com partidos".

Ataques

As sucessivas contestações sobre a aliança com o PP são, para Haddad, armadas por uma crítica incoerente da oposição, do tucano José Serra.

"Acho incrível que as pessoas que buscaram o apoio do PP mudaram, na noite para o dia, o julgamento que faziam do partido. As mesmas pessoas que estavam buscando apoio do PP passaram a vê-lo de outra forma depois que ele decidiu reproduzir a aliança que mantém no plano nacional. Quando o PR decidiu que apoiaria o Serra, eu não fiquei falando mal, porque busquei o apoio do PR", reclamou. "Me causa alguma estranheza essa postura".

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