Surto mata dois e deixa dez com sintomas em presídio de Minas Gerais

Duas detentas da unidade prisional de Ipatinga morreram em 24 horas; Secretaria recomenda que pessoas relacionadas às vítimas procurem atendimento médico

Denise Motta, iG Minas Gerais |

O governo de Minas Gerais investiga a causa de um surto de doença no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Ipatinga, no Vale do Aço, a 225 quilômetros de Belo Horizonte. Por meio de nota à imprensa, a Secretaria de Estado de Saúde informou que 10 pessoas estão internadas, totalizando 12 casos de uma doença de origem desconhecida. Duas detentas morreram após sintomas: febre, vômito, abatimento e pressão baixa

“O primeiro óbito ocorreu no dia 08/05, com quadro de febre, vômito, prostração (abatimento) e pressão baixa, evoluindo para óbito em 24 horas. O segundo óbito ocorreu no dia 11/05, com quadro semelhante, iniciado no dia 09/05. Os dois óbitos foram de detentas do Ceresp de Ipatinga, que conviviam na mesma cela”, informou o governo.

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De 10 pessoas internadas com os sintomas da desconhecida doença, oito são detentas e dois são agentes penitenciários, sendo um homem e uma mulher. Diante da situação, a secretaria de Saúde adotou a suspensão de visitas de familiares até o esclarecimento do agente causador da doença. Também coletou amostras laboratoriais para exames microbiológicos e sorológicos; além de quarentena no presídio. Quimioprofilaxia para meningite, ou seja, medicação com antibióticos e para síndrome gripal, com Tamiflu e isolamento respiratório da área do presídio para os casos sintomáticos nos hospitais da região foram outras medidas tomadas, assim como investigação de todos casos suspeitos e orientações de medidas de higiene.

“Inicialmente, o surto está restrito a apenas uma cela, mas as medidas são necessárias para evitar aumento do número de casos e expansão para os outros setores da instituição. A Secretaria de Estado de Saúde orienta às pessoas que sejam da mesma família ou que tenham tido contato com os agentes penitenciários ou com os detentos e que apresentarem os sintomas da doença, a procurarem imediatamente atendimento médico”, alertou o governo, sem detalhar qual a situação do presídio em relação à capacidade.

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