1822, de Laurentino Gomes, dobra tiragem inicial para 200 mil exemplares

Os 100 mil primeiros livros já saíram vendidos da gráfica. Título anterior do autor levou quatro meses para chegar à marca

iG Rio de Janeiro |

Lançado com a tiragem inicial de 100 mil exemplares, muito acima dos padrões brasileiros, o livro 1822 , do jornalista Laurentino Gomes, já vai dobrar sua impressão na sua primeira semana. Com todos os exemplares tendo saído já vendidos diretamente para redes de livrarias, a Editora Nova Fronteira decidiu nesta quarta-feira fazer mais 100 mil exemplares.

Paula Giolito
Laurentino Gomes mostra exemplar de 1822
Laurentino Gomes fez na noite desta quinta-feira o lançamento do livro no Rio, na Casa de Rui Barbosa, em Botafogo, com noite de autógrafos para cerca de 200 convidados.

“É incrível. O 1808 levou quatro meses para vender 200 mil, e agora vendemos 100 mil em três dias do 1822 . Meu punho está pagando um preço alto por isso... Foram 350 livros autografados em Santos, 500 em São Paulo e 150 no Rio. Mas é uma delícia. É um fenômeno muito forte, a gente achava que o livro ia pegar, mas está sendo uma surpresa, acima do que esperávamos”, disse Laurentino, ao  iG .

Paula Giolito
Autor repete gesto feito 900 vezes em três dias
A expectativa da editora é vender 300 mil livros até o fim do ano, explicou o diretor-executivo da Ediouro Livros, Alexandre Mathias. O trabalho anterior de Laurentino, 1808 , já vendeu 600 mil volumes. Laurentino é ainda mais otimista, e acha que bate os 200 mil em apenas uma semana.

O diretor comercial do grupo Ediouro, Cláudio Marques, afirmou que a primeira reimpressão já estará disponível na próximq quarta-feira.

“Como exemplo, um best-seller normal vende 150 exemplares na chegada, em média. O 1822 vendeu 300 no fim de semana de feriado em uma loja de uma grande rede. A Saraiva vendeu 2 mil; no Rio, a Livraria da Travessa recebeu 600, quarta recebeu mais 600 e hoje pediu mais 800”, conta Cláudio.

Paula Giolito
Laurentino Gomes cumprimenta D. João de Orleans e Bragança
Em 22 de setembro, Laurentino e sua equipe lançam o livro em Portugal, no Porto, e dois dias depois, em Lisboa, no dia da morte de D. Pedro I. Lá, o livro anterior, “1808”, vendeu 50 mil exemplares.

Tataraneto de D. Pedro I, o Príncipe D. João de Orleans e Bragança – com príncipe no nome, conforme está escrito em sua carteira de identidade – foi prestigiar o lançamento do livro que fala sobre o Brasil e tem seus nobres parentes como protagonistas.

"A história é escrita pelos vencedores, e como a República foi um golpe precisava desconstruir os símbolos anteriores, da monarquia, daí muitas visões caricatas da família real. Pedro I fez a independência; Pedro II, homem simples e honesto, era adorado pelas classes populares; e Princesa Isabel fez a Lei Áurea. Nada como o tempo para a poeira assentar. Laurentino revê e reescreve a história com uma visão jornalística”, elogia D. João, 56 anos, que trabalha com incorporação imobiliária e turismo em Paraty (RJ).  

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