Soldados dos EUA no Afeganistão lembram o 11 de Setembro

Uma década de guerra deixou total de 33.877 no país asiático; no Iraque, também invadido por EUA, mais de 151 mil morreram

iG São Paulo |

Soldados americanos prestaram homenagem solene, neste domingo, às vítimas do 11 de Setembro em todas as bases do Afeganistão - país onde a guerra ainda faz muitos estragos, uma década depois dos ataques em que 19 terroristas usaram quatro aviões para atacar as Torres Gêmeas, em Nova York, o Pentágono, em Washington, e que, confrontados pelos passageiros, causaram a queda de uma aeronave na Pensilvânia. (Veja infográfico com cronologia dos ataques)

AP
Soldados americanos colocam bandeira dos EUA Base de Bostick, na Província de Kunar, Afeganistão
Nos EUA, a peça central dos eventos pelo décimo aniversário do 11 de Setembro ocorreu no Marco Zero (onde ficavam as torres do World Trade Center), onde foi inaugurado um memorial em homenagem às vítimas. Além dela, numerosas celebrações ocorrem em outras cidades americanas, com os parentes dos quase 3 mil mortos reunidos nos locais dos ataques, que mudaram os EUA e o mundo - incluindo com as guerras no Afeganistão e Iraque.

Em uma lembrança da dificuldade de estabilizar o país asiático, um suicida detonou um caminhão-bomba numa base da Organização do Tratado do Atlântico Norte no centro do país. As cerimônias deste domingo foram realizadas, especialmente, nas bases militares americanas de Bagram, no norte, e Kandahar, no sul.

Os EUA invadiram o Afeganistão quase um mês depois dos atentados de 2001, para depor a milícia islâmica do Taleban, sob a acusação de terem dado refúgio à Al-Qaeda e a seu líder Osama Bin Laden .

Na base de Fob Fenty, na cidade de Jalalabad (leste), centenas de soldados participaram, no alvorecer, de cerimônias de oração e homenagens, com a bandeira dos EUA a meio pau, para simbolizar o luto. "Aqui tudo começou e aqui também tudo acabará", disse o sargento Andrew Spano, que leu em seguida os nomes de todos os soldados americanos mortos no Afeganistão.

Na embaixada americana, em Cabul, o comandante das forças da coalizão, general John Allen, e o embaixador Ryan Crocker, reuniram dezenas de funcionários e soldados para uma cerimônia de hasteamento da bandeira e preces.

Segundo Allen, "sofremos revezes e momentos difíceis. Sem dúvida, há muitos desafios pela frente. Mas hoje, neste sagrado dia, posso dizer com confiança que, juntos, trilhamos o caminho do êxito no Afeganistão".

Crocker admitiu o "cansaço" dos americanos com dez anos de guerra e o grande número de baixas (mais de 1.750 soldados americanos, desde o começo do conflito) e um grande custo (US$ 444 bilhões). "Alguns, ao voltar para casa, perguntam-se por que estamos aqui. Estamos para que nunca haja um outro 11 de Setembro vindo do solo afegão", disse o embaixador.

Segundo estudo da Brown University dos Estados Unidos, um total de 33.877 (incluindo soldados afegãos e estrangeiros, civis e insurgentes) morreram nessa década de guerra, que também inclui o vizinho Paquistão, onde 39.127 morreram. Além do Afeganistão, os EUA invadiram o Iraque em 2003. No país árabe, mais de 151 mil morreram, incluindo mais de 4 mil soldados americanos.

Veja as cerimônias que marcaram o 11 de Setembro no mundo:

*Com AFP

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