Obama pede que americanos retomem união pós-11 de Setembro

Em pronunciamento semanal, líder pede que espírito de colaboração esteja presente 'todos os dias' para que EUA vençam desafios

iG São Paulo |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu neste sábado que os americanos retomem o espírito de união que marcou os meses que se seguiram aos ataques do 11 de Setembro de 2001 . "Essa pode ser uma virtude duradoura. Não apenas um dia, mas todos os dias", disse o líder em discurso semanal veiculado no rádio e na internet.

A declaração é feita duas semanas antes de os ataques terroristas completarem 10 anos. No próximo dia 11 de Setembro, Obama deve participar de cerimônias em homenagem às vítimas em Nova York, onde o World Trade Center foi alvo de dois ataques com aviões, no Pentágono, na Virgínia, outro alvo dos terroristas, e em Shankville, na Pensilvânia, onde um quarto avião sequestrado pela Al-Qaeda caiu.

David Handschuh/NY Daily News Archive via Getty Images
Avião bate contra torre do World Trade Center, em Nova York, durante ataques do 11 de Setembro de 2001
Mas o pedido por união também está relacionado aos problemas econômicos atuais dos EUA. Em meio à árduas disputas com o Partido Republicano, como pela elevação do teto da dívida americana, Obama usou o aniversário do 11 de Setembro para pedir maior cooperação.

"Nós estávamos unidos (após os ataques). A generosidade e a compaixão nos lembraram que, em momentos de desafio, os americanos seguem adiante juntos, como um só povo", disse.

"Até o menor ato de cooperação, um simples ato de bondade é uma forma de prestar homenagem àqueles que perdemos, de recuperar o espírito de união que se seguiu ao 11 de Setembro", afirmou, citando voluntários que trabalharam nos locais dos ataque e doações de sangue, comida e roupas.

Hoje, segundo Obama, o país ainda luta contra a Al-Qaeda, está encerrando a guerra no Iraque, retirando tropas do Afeganistão e "saindo da pior crise econômica de uma geração".

"Nada disso será fácil, e não pode ser um trabalho apenas do governo. Como vimos no 11 de Setembro, a força da América sempre este no caráter e na compaixão de seu povo", afirmou.

Vítima identificada

Na terça-feira, o escritório legista de Nova York anunciou ter identificado a vítima número 1.629 do atentado, quase dez anos depois de ele acontecer.

Ernest James tinha 40 anos quando se tornou uma das vítimas no ataque coordenado por militantes afiliados à rede Al-Qaeda. Há dez anos ele trabalhava como consultor de sistemas de informática na firma Marsh & McLennan, nos andares superiores da Torre Norte do World Trade Center, o segundo dos dois edifícios a desabar naquela fatídica manhã.

Após os ataques, 2.753 pessoas foram oficialmente consideradas mortas. No total, 1.632 foram identificadas, faltando ainda outras 1.121.

"Ele era alegre e dava o melhor de si para ser bom no trabalho", disse a noiva de James, Monique Keyes, de acordo com a rede de TV CNN. "Estou feliz que a identificação tenha chegado nesse momento, perto do décimo aniversário. Sinto que agora se fechou um ciclo."

À rede de TV CBS, Keyes disse que a descoberta "me permitirá dizer adeus, finalmente". Segundo a imprensa americana, as autoridades forenses de Nova York continuam fazendo testes de DNA com mais de 6,4 mil amostras retiradas dos escombros.

Em seu comunicado, a porta-voz do escritório legista nova-iorquino, Ellen Borakove, disse que se trata de um "esforço contínuo".

Com AP e BBC

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