Juiz americano responsabiliza Irã e Hezbollah por 11 de Setembro

Em nova sentença, além da Al-Qaeda, aiatolá e ex-presidente iraniano são incriminados

EFE |

Um juiz federal americano emitiu uma decisão judicial responsabilizando o Irã e o grupo radical islâmico Hezbollah pelos atentados do 11 de setembro, além do grupo terrorista Al-Qaeda e do antigo regime talibã no Afeganistão. O Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York publicou essa decisão nesta sexta-feira após a assinatura do juiz George Daniels.

Reuters
Aiatolá Khamenei está entre iranianos responsabilizados por 11 de Setembro
Segundo o tribunal, esta nova decisão envolve uma série de pessoas. Entre eles, figuram desde o então líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, já morto, até o líder supremo iraniano, o aiatolá . O ex-presidente iraniano, Ali Akbar Rafsanjani, os ministérios do Petróleo, de Comércio e de Defesa do mesmo país e o dirigente do talibã, Muhammad Omar, também estão envolvidos.

Segundo o texto judicial, o juiz considera que o Irã "deu apoio direto e específico à Al-Qaeda" para cometer os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos contra as Torres Gêmeas, em Nova York, e contra o Pentágono, em Washington, os quais resultaram na morte de quase 3 mil pessoas.

O juiz acrescenta que funcionários iranianos também estariam envolvidos no atentado contra uma entidade judia em Buenos Aires em 1994. Segundo a decisão judicial, depois dos atentados até a atualidade, o Irã seguiu dando "apoio material e de recursos à Al-Qaeda em forma de refúgio para seus líderes".

Daniels também explica em sua sentença que a colaboração entre Teerã e a organização terrorista que Bin Laden dirigia incluía o ex-presidente Rafsanjani, o Exército iraniano, várias corporações estatais do setor petroleiro, o banco central e, inclusive, à companhia aérea nacional. "A acusação evidenciou várias conexões razoáveis entre o apoio material dado pelos acusados e os atentados de 11 de setembro. Desta maneira, a acusação estabeleceu que esses ataques foram causados pelo apoio material à Al-Qaeda dado pelos acusados", conclui o juíz.

A decisão judicial anunciada nesta sexta-feira foi emitida em resposta a uma reivindicação apresentada há quase uma década pela viúva de um homem que morreu nos atentados de 11 de setembro, a qual reivindica uma indenização de US$ 100 milhões pela morte de seu marido. A partir de agora, outro juiz será encarregado de tratar os assuntos pendentes deste caso e determinar se a indenização será recebida pela litigante.

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