EUA pedem colaboração de cidadãos em luta contra terrorismo

A menos de um mês dos 10 anos do 11 de Setembro, governo lança novos anúncios de campanha que pede informação sobre atos suspeitos

iG São Paulo |

AFP
Janet Napolitano fala na Câmara de Comércio dos EUA em Washington
A secretária de Segurança Nacional dos EUA, Janet Napolitano, lançou nesta quarta-feira novos anúncios de uma campanha que busca envolver os cidadãos americanos no combate a atentados terroristas, a menos de um mês do aniversário de 10 anos dos ataques de 11 de Setembro .

Comerciais de 30 segundos que integram a campanha “ If you see something, say something ” (“se você vir algo, diga algo”) mostram pessoas chegando a uma estação, um taxista com telefone celular e outras cenas possivelmente suspeitas enquanto um narrador diz a frase que dá nome à iniciativa.

Janet afirmou que o objetivo é que os cidadãos saibam como informar as autoridades sobre atos suspeitos, “mas não vivam com medo”. “O fato de as pessoas estarem bem informadas ajuda a reduzir o temor”, disse a secretária, pedindo que empresas incluam as mensagens da campanha em seus sites.

Durante um pronunciamento na Câmara de Comércio dos EUA sobre a evolução dos sistemas de segurança nos últimos 10 anos, Janet disse que o país está mais forte hoje do que em 11 de Setembro de 2001.

“Não há garantias (de que não ocorrerá outro atentado). O que podemos fazer é aumentar nossa habilidade para prevenir ataques e diminuir as consequências de possíveis ataques", afirmou.

Janet disse que os serviços de inteligência têm mais dificuldade em combater atos terroristas de indivíduos e grupo formados por poucas pessoas. Segundo ela, um ataque tão complexo como o 11 de Setembro é muito menos provável que um atentado de menor escala.

"O que vemos são conspirações menores que envolvem menos pessoas, que são muito mais difíceis de interceptar", disse Janet. “Estamos analisando um aumento na atividade de indivíduos que estão neste país e que atuam sozinhos. Este tipo de ataque é muito mais difícil de prevenir.”

O presidente americano, Barack Obama, havia expressado preocupação similar na terça-feira, quando afirmou em entrevista à rede CNN que temia mais uma agressão de um indivíduo do que um atentado massivo.

"O cenário mais provável contra o qual temos que tomar precauções é uma operação realizada por um ‘lobo solitário’, que traria mais perigo do que um ataque terrorista massivo, bem coordenado", afirmou.

"Não podemos baixar a guarda nunca, está é a natureza de nossa tarefa", disse Obama, que reforçou a importância das medidas de segurança a poucos dias do aniversário do 11 de setembro.

Revisão

O Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos indicou nesta quarta-feira que planeja aproveitar a data para realizar uma revisão profunda sobre as ameaças terroristas.

O comitê realizará audiências públicas com o diretor nacional de Inteligência, James Clapper, e com um oficial da CIA ainda não identificado, no dia 13 de setembro. O chefe do FBI, Robert Mueller, e o diretor do Centro Nacional de Antiterrorismo, Matt Olsen, foram convocados para outra sessão em 6 de outubro.

"O 10° aniversário do 11 de Setembro é uma oportunidade para fazermos um balanço dos progressos realizados na comunidade de inteligência na década passada", afirmou o presidente do comitê, o republicano Mike Rogers.

Com AFP e EFE

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