EUA aumentam segurança para os dez anos do 11 de Setembro

Aeroportos, trens e bases militares terão reforços na vigilância em meio à confirmação de que país está sob ameaça real de ataque

iG São Paulo |

Com a proximidade do aniversário dos dez anos do 11 de Setembro , departamentos responsáveis pela segurança nos EUA reforçam as medidas de controle em pontos estratégicos do país, em meio à confirmação feita na quinta-feira de que o país enfrenta uma ameaça "crível e específica, apesar de não confirmada" para o fim de semana. Previamente, autoridades do governo haviam afirmado que não haver nenhuma ameaça consistente de ataque para a data .

AP
Pessoas cobertas de poeira caminham sobre os destroço do World Trade Center de Nova York no 11 de Setembro de 2001
O Pentágono informou que está reforçando a segurança de bases militares ao redor do mundo, enquanto o Departamento de Estado alertou os americanos que viajam para o exterior ou que moram em outros países que se mantenham atentos para potenciais ataques. O Departamento de Segurança Interna e o FBI também emitiram avisos desse tipo, pedindo colaboração no próximo domingo .

A Administração de Segurança nos Transportes (TSA, na sigla em inglês) enviou ao site The Huffington Post um comunicado especificando o que os passageiros podem esperar de mudanças nos aeroportos do país no domingo. "Assim como em qualquer outro dia significativo, ou até mesmo em períodos de pico de viagens, os passageiros poderão notar um aumento da presença de seguranças nos aeroportos", indica o documento.

"A TSA tem diversos meios de fornecer segurança, incluindo oficiais atentos a comportamentos suspeitos, cães treinados e equipamentos para detectar a presença de explosivos, entre outros métodos visíveis e invisíveis." Assim como os outros órgãos, a TSA pede aos cidadãos "que sejam parceiros da segurança e reportem para as autoridades qualquer tipo de comportamento que julgem anormais".

Além dos aeroportos, outros sistemas de transporte americanos terão alterações. Segundo a Amtrak, empresa estatal de linhas ferroviárias, haverá mais utilização de raio x de bagagens e passageiros, aumento no uso de detectores de explosivos e maior número de patrulhas nas estações e trens. O Departamento Policial da Amtrak fará essas ações por toda a extensão da linha, em coordenação com os agentes locais, estaduais e federais.

Segurança em Nova York e Washington

Na quinta-feira, após o anúncio de uma "ameaça verossímil" de ataque, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, afirmou que o Departamento de Polícia desdobrará recursos adicionais na cidade.

O comissário da polícia Raymond Kelly disse que, entre as medidas de segurança adicionais, estarão postos de controle em algumas ruas, assim como uma maior vigilância de locais famosos da cidade, edifícios públicos e pontes.

Sob esse planejamento, os nova-iorquinos notarão um aumento no número de patrulheiros nas estações de metrô, com incremento do exame de bolsas e malas no sistema. Também haverá mais cães adestrados para a detecção de bombas nas ruas, além do aumento da retirada de veículos mal estacionados.

Segundo Kelly, os agentes formarão o que chamam de zona fria em torno do Marco Zero (onde estavam as torres do World Trade Center, destruídas nos ataques). Essa zona se estenderá por várias quadras em todas as direções de Manhattan.

Além disso, centenas de oficiais adicionais e câmeras de vigilância serão posicionados nas ruas, uma vez que o presidente Barack Obama e o então presidente em 2001, George W. Bush, participarão de eventos para lembrar a uma década dos ataques. O comissário garantiu que o departamento disporá de oficiais preparados, um esquadrão especializado em bombas e negociadores de sequestros para responder às ameaças fora de Manhattan.

Na capital americana, Washington D.C., medidas semelhantes serão adotadas, com ênfase nas cerimônias que celebram a data, aeroportos, transportes coletivos e eventos esportivos. Segundo a chefe da polícia de Washington, Cathy L. Lanier, os agentes se prepararam há meses para impedir um possível ataque e têm incrementado medidas de resposta, caso haja algum.

Outros pontos turísticos importantes, como o Monte Rushmore, a Casa Branca, o Monumento de Washington, a Estátua da Liberdade e o Gateway Arch de Saint Louis, porém, não terão um aumento considerável em suas equipes de vigilância, segundo a Associated Press.

De acordo com o jornal Washington Post, uma autoridade federal informou que o FBI e o Departamento de Segurança Interna têm transmitido instruções especiais a oficiais locais de todo o país há meses.

Na terça-feira, o presidente Obama reuniu os agentes de segurança nacional para rever o planejamento para o fim de semana, especialmente no sistema de aviação. Obama teria pressionado o grupo a discutir todo o leque de potenciais ameaças, incluindo aquelas vistas como improváveis.

Mas a maior preocupação refere-se a ações individuais, como o ataque na Noruega de julho, quando apenas um homem deixou 77 mortos em um ataque duplo contra a sede do governo em Oslo e um acampamento na Ilha de Utoya . Em entrevista no mês passado à CNN, Obama classificou esse tipo de atentado como "a maior preocupação que (os EUA) têm no momento".

Obama e a primeira-dama americana, Michelle, também participarão de cerimônias especiais na Pensilvânia e no Pentágono no domingo. Em entrevista ao Washinton Post, uma porta-voz do Departamento de Polícia no condado de Arlington, na Virgínia, garantiu que os oficiais estão "tomando medidas de segurança que estão muito além das exercidas em um dia comum".

Em maio, o fato de documentos referentes à data terem sido encontrados na casa onde Osama bin Laden foi morto deixou as autoridades preocupadas.

Assista ao vídeo sobre os ataques do 11 de Setembro:

Embora o 11 de Setembro seja marcante para 97% dos americanos, que se lembram perfeitamente onde estavam no momento dos atentados, apenas 38% consideram possível um ataque nas próximas semanas, segundo uma pesquisa Gallup publicada em 2 de setembro, o mais baixo nível em dez anos. O percentual era de 62% em maio, logo após a morte de Bin Laden .

* Com AP, AFP e Reuters

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