Al-Qaeda lança vídeo para marcar o 11 de Setembro

Gravação mostra apoio de Zawahiri às revoltas no mundo árabe e imagem de Bin Laden, morto em maio pelos EUA

iG São Paulo |

Reuters
Foto do vídeo divulgado pela Al-Qaeda mostra o egípcio Ayman al-Zawahiri, novo líder da Al-Qaeda
A rede Al-Qaeda divulgou um vídeo para marcar os dez anos dos ataques de 11 de Setembro de 2001 nos EUA, afirmou um grupo americano de monitoramento.

Batizado de "O Amanhecer da Vitória Iminente", o vídeo foi divulgado em sites de jihadistas (que defendem visões extremistas de guerra religiosa contra o Ocidente) e traz uma imagem estática do sucessor de Osama Bin Laden na liderança do grupo, Ayman al-Zawahiri .

Ele também traz imagens de Bin Laden, gravadas antes de sua morte, em maio, alertando os americanos de que eles correm o risco de "se tornarem escravos" de corporações.

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O vídeo divulgado pela rede terrorista também mostra Osama bin Laden, morto no mês de maio

O grupo de monitoramento, Site Intelligence, diz que a imagem de Bin Laden parece ser parte do mesmo material encontrado pelos americanos em seu esconderijo no Paquistão e que foi divulgado sem som.

O Site Intelligence afirma que no vídeo de 62 minutos, Zawahiri, que se tornou o homem mais procurado pelos EUA desde a morte de Bin Laden , elogia os levantes no mundo árabe .

"Zawahiri declarou que, ao contrário ao que vem sendo divulgado pela mídia, a Al-Qaeda apoia as revoluções e espera que elas estabeleçam o verdadeiro Islã e governos baseadas na sharia (leis religiosas)", segundo a agência de notícias AFP, citando o Site Intelligence.

"As revoluções populares são uma forma de derrota para os Estados Unidos, assim como foram os ataques de 11 de Setembro e a visível falta de sucesso no Afeganistão e no Iraque."

Integrantes do governo americano afirmaram que havia evidências suficientes de que a Al-Qaeda pretendia cometer um novo atentado em alguma cidade dos EUA para marcar os 10 anos dos ataques de 11 de setembro. No entanto, o Site Intelligence não menciona nenhuma ameaça específica na análise do vídeo.

Com BBC e Reuters

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