Com minuto de silêncio, EUA marcam 12 anos dos ataques de 11 de Setembro

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Casa Branca anunciou ter reforçado a segurança para aniversário após morte de embaixador no ano passado

Mais de mil pessoas se reuniram nesta quarta-feira em uma manhã quente para marcar o 12º aniversário dos ataques do 11 de Setembro com um minuto de silêncio e a leitura anual dos nomes das vítimas dos atentados de 1993 e 2001 contra o World Trade Center.

Gaitas de foles e um coro de jovens inaugurou os trabalhos solenes, realizados em torno de dois espelhos d'água que marcam o local original das Torres Gêmeas.

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AP
Presidente Barack Obama e a primeira-dama Michelle Obama colocam as mãos em seus corações em cerimônia para marcar os 12 anos dos ataques do 11 de Setembro

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Os ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington deixaram ao menos 3 mil mortos, e levaram os EUA a entrar em longas campanhas de guerra contra o Afeganistão e criou uma expansão dos poderes de monitoramento do governo, que continuam a ser discutidos até hoje. Dezenove sequestradores morreram nos ataques, mais tarde reivindicados por Osama bin Laden e a Al-Qaeda.

O presidente Barack Obama, ao lado de Michelle Obama, caminhou até o lado de fora da Casa Branca às 8h46, para marcar o momento que um dos aviões sequestrados atingiu a primeira torre do World Trade Center, em Nova York. 

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Em celebração no Pentágono, Obama não fez nenhuma menção direta à crise na Síria, mas prometeu "defender a nação" contra as ameaças que continuam. "Que tenhamos a sabedoria de saber que enquanto a força as vezes é necessária, somente a força não pode construir o mundo que buscamos", disse.

A cidade de Nova York também fez m minuto de silêncio às 8h46 e às 9h03, quando o segundo avião atingiu a outra torre. "Não importa quantos anos passem, esse momento volta todo ano - e sempre da mesma forma", disse Karen Hinson, que perdeu o irmão Michael Wittenstein, de 34 anos. Seu corpo nunca foi encontrado.

"Para meu sobrinho Michael Joseph Mullin, sentimos sua falta e penso em você todos os dias", disse uma dos 250 escolhidos para ler os nomes. "Você se foi, mas não foi esquecido", disse outra mulher sobre seu primo perdido.

Carrie Bergonia chora ao ler nome de seu noivo, o bombeiro Joseph Ogren, em memorial 11 de Setembro durante celebração em Nova York. Foto: APPresidente dos EUA, Barack Obama, abaixa sua cabeça em minuto de silêncio no Pentágono, Washington. Foto: APMenino observa Memorial 11 de Setembro durante cerimônias em Nova York. Foto: ReutersMulher para em frente ao Memorial 11/9 marcando o 12º aniversário dos ataques do 11 de Setembro. Foto: ReutersRosas são colocadas próximo aos nomes de vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001. Foto: APRobert Fuller Houston, do terceiro regimento da infantaria, reza durante cerimônia na Filadélfia. Foto: APFamília Turner abaixa sua cabeça durante minuto de silêncio no Capitólio, em Washington. Foto: AP

De acordo com uma tradição que começou no ano passado, autoridades públicos não falam durante a cerimônia em Nova York, embora o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, seu sucessor, Michael Bloomberg, e o comissário de polícia, Raymond Kelly, e outros líderes municipais e estaduais marquem presença.

Dois arranha-céus estão quase concluídos em ambos os lados do memorial, incluindo o One World Trade Center, edifício mais alto do hemisfério ocidental com 541 metros (1.776 pés), um número simbólico escolhido para aludir ao ano da Declaração de Independência (1776).

Reforço na segurança:

A Casa Branca informou que deteminou um reforço de segurança em instalações norte-americanas no exterior do aniversário do 11 de Setembro, citando o ataque que matou quatro funcionários do país no ano passado em Benghazi.

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"A equipe de segurança nacional do presidente está tomando medidas para prevenir ataques relacionados ao 11 de Setembro e para garantir a proteção de pessoas e instalações norte-americanas fora do país", disse a Casa Branca em comunicado.

A assessora de contraterrorismo de Obama, Lisa Monaco, ficou encarregada de revisar medidas de segurança para o aniversário. Quatro americanos, incluindo o embaixador dos EUA na Líbia na época, foram mortos em um ataque contra uma representação dos EUA em Benghazi, há um ano. O governo afirmou inicialmente que o ataque ocorrera devido à escalada de protestos contra o ocidente.

Depois, no entanto, revelou-se que extremistas islâmicos haviam lançado o ataque no aniversário do 11 de Setembro. O governo viu-se obrigado a se defender, durante meses, das críticas de que autoridades deliberadamente teriam aliviado a natureza do ataque para proteger a campanha à reeleição de Obama.

AP
Showkatara Sharif observa nome de sua filha, Shakila Yasmin, no memorial do 11 de Setembro, em Nova York, durante aniversário de 12 anos do ataque

A Casa Branca informou que seus primeiros relatórios sobre o caso basearam-se em informações incompletas. "Os eventos do ano passado, a perda de quatro norte-americanos corajosos - Chris Stevens, Sean Smith, Glen Doherty e Tyrone Woods - trouxeram ao país a realidade dos desafios que enfrentamos no mundo", disse a Casa Branca.

Com AP e Reuters

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