Estou orgulhoso, mas não satisfeito, diz Obama sobre seus 100 dias de governo

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um balanço dos primeiros 100 dias de seu governo nesta quarta-feira, em uma entrevista coletiva na qual também buscou tranquilizar a população sobre a gripe suína. Segundo ele, sua administração começou bem, mas ainda está no começo. Estou orgulhoso, mas não satisfeito, afirmou.

Redação |


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Entre os pontos positivos de seu governo, Obama citou a ordem de fechamento para a prisão de Guantánamo, os esforços diplomáticos para conter a ameaça nuclear e as intervenções econômicas que resultaram em melhorias nos índices de emprego e renda.

Porém, Obama ponderou que há muito o que fazer. A economia não está forte como deveria e ainda temos que lidar com ameaças nucleares, com o terrorismo, e agora com a girpe suína, afirmou. Quero trabalhar com vocês nos próximos 100 dias e em todos os que virão para assegurar que este país seja tudo o que pode ser.

Gripe suína

Antes de fazer o balanço de seus primeiros dias no poder, Obama falou sobre a gripe suína, reafirmando que seu governo está pronto para fazer o que for necessário para controlar o vírus. Segundo ele, a doença é motivo de preocupação, mas não de pânico.

O presidente dos EUA recomendou que os americanos tomem cuidados de prevenção, lavando as mãos, cobrindo a boca ao tossir e ficando em casa quando não estiverem se sentindo bem.

Obama afirmou, ainda, que não fechará a fronteira com o México, país de origem da epidemia, por acreditar que a medida não tem sentido após a chegada do vírus aos Estados Unidos.

Montadoras

Questionado por repórteres sobre a delicada situação da montadora Chrysler, Obama disse acreditar no surgimento de uma empresa "viável" após negociações com fontes de crédito.

Obama não quis fazer comentários "precipitados", já que os detalhes da possível associação entre Chrysler e Fiat não foram concluídos, mas se mostrou otimista sobre as possibilidades de um acordo.

Segundo o presidente, o governo está trabalhando para ajudar o setor, mas o envolvimento federal precisa ter limite. "Não quero controlar as montadoras. Eu já tenho bastante coisa para fazer", disse o presidente, reafirmando a intenção de impedir uma crise aprofundada no setor, porque ela afetaria todos os americanos.

Tortura

Na entrevista, Obama defendeu decisões tomadas nos primeiros 100 dias de governo, como a condenação de métodos de interrogatório, em especial o afogamento, que considera uma forma de tortura.

Farei o que for possível para manter o povo americano seguro, mas tenho certeza de que para isso não podemos tomar atalhos e deixar de ser quem somos, afirmou.

AP
Obama responde pergunta de jornalista sobre os primeiros 100 dias de governo

Obama responde pergunta de jornalista

Iraque

A retirada das tropas americanas do Iraque, uma das medidas mais importantes tomadas até agora, segue seu curso normal apesar dos recentes casos de violência registrados no país.

Estamos preocupados com os recentes bombardeios, mas os incidentes continuam poucos em relação ao ano passado, avaliou Obama, para quem o sistema político iraquiano permanece intacto.

Imigração

O presidente dos EUA reafirmou que espera aprovar ainda este ano uma legislação para reformar o sistema migratório. As mudanças deverão ser discutidas por legisladores em grupos de trabalho.

Segundo Obama, o governo está dando passos administrativos para acelerar o processo e permitir que, quando for criada, a lei possa ser colocada em prática. 

Avaliação pessoal

No momento mais pessoal da entrevista coletiva, um jornalista pediu que Obama dissesse quais momentos, nos primeiros 100 dias de governo, o fizeram se sentir mais surpreso, preocupado, encantado e humilde.

AP
Obama sorri em entrevista
Obama sorri em entrevista


O presidente pensou muito para responder cada uma das perguntas. Começou dizendo que foi surpreendido pelo número de questões críticas com as quais teve de lidar.

Quando começou a campanha, ele não podia prever que enfrentaria a maior crise financeira desde 1929. Um presidente comum tem dois ou três grandes problemas pela frente, afirmou. Nós temos sete ou oito grandes problemas.

Ao citar um fato que lhe causa preocupação ¿ ou atenção, como preferiu ¿, ele falou sobre a demora para as coisas acontecerem em Washington. Mesmo com a crise econômica, ainda existem muitas brigas políticas, explicou.

Obama disse não saber se encantado era a palavra certa, mas disse se sentir profundamente impressionado e grato quando conhece um soldado americano. Eles são muito leais a esse país, definiu.

Por fim, afirmou se sentir humilde quando percebe que a presidência é apenas uma parte da vida americana.

Não posso apertar um botão e fazer com que os banqueiros se comportem como eu quero ou o Congresso me obedeça, afirmou, acrescentando que também se sente humilde diante do povo americano, que entende a incapacidade do governo de resolver tudo do dia para a noite.

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